CDL Uberaba

Buscar no site

23 de outubro de 2009

Lições de coaching: a arte de ouvir

Arquivado em: Artigos, Notícias e Novidades — Tags:, , ,

Semana passada, desembarquei no aeroporto JFK, em Nova Iorque, para uma reunião de negócios e, como de praxe, procurei um táxi. Cumprimentei o motorista, coloquei a bagagem dentro do porta-malas e me sentei. Distraído por não me conformar com as perguntas estúpidas e sem sentido que o oficial da imigração havia me feito, de repente sou surpreendido com um comentário do motorista que começava a conversar.

Ao erguer meu olhar em sua direção, logo imaginei que ele fosse indiano ou paquistanês. Eis que o motorista me confessava ter nascido em Bangladesh . Seu nome, Abu Bakar, mais parecia o de um personagem do conto Mil e Uma Noites. No entanto, ele me disse que seu nome é uma homenagem ao profeta e melhor amigo de Maomé.

Assim, Bakar desembestava a contar sua história: casado, com uma filha de 19 anos que está terminando o segundo grau em Saint Martin, na América Central, outro filho com 22 anos, estudando engenharia civil em Nova York e a mulher desempregada, a grana estava muito curta. Lamentando a vida e quase às lágrimas, dizia-se sem esperança, sem saber o que fazer. Num lampejo, ele me pede um conselho.

Rapidamente pensei com meus botões: “caramba, dou conselhos para CEOs sobre como enfrentar as intempéries que o cargo impõe, implementar suas idéias ou desenvolver a carreira e, de repente, vejo a pergunta de um motorista de táxi. Seus dilemas: o que fazer diante da crise”. Daí ele dispara a seguinte frase: “não tenho desesperança como mulçumano. Acordo de manhã e faço as minhas orações. Não vejo o caminho; entreguei nas mãos de Deus”.

Eu, então, tentei lhe dar um pouco de esperança e, ao final do trajeto, quando desci do táxi, ele se vira para mim e diz: “muito obrigado, o senhor não sabe o quanto estou me sentindo melhor”. Caminhando rumo ao hotel, percebi o quanto aquela cena não só me emocionara como reforçava algo que sempre defendi e vejo muitos ignorar nos processos de “coaching”: a simples importância de ouvir.

Claro que ele se via diante de um grande problema, mas na verdade o taxista ansiava por alguém que escutasse sua história, lhe desse atenção. Minha experiência em clínicas de “counseling” mostra o quanto as pessoas têm dificuldade de ouvir o outro, se manter no silêncio e entender aquela voz incontida em meio a tanta falta de atenção desse mundo enlouquecedor. Não podemos esquecer que ouvir é uma arte e a recompensa não tem preço! Acreditem, somos capazes de mudar a vida de alguém com o simples ato de ouvir.

Julio Sergio Cardozo é conferencista, consultor de empresas e professor livre-docente de controladoria & finanças

Débitos federais podem ser parcelados até novembro

Arquivado em: Notícias e Novidades

Por Lúcio Castellano

Para quem tem débito com a Receita Federal, esta é a hora de aderir ao parcelamento junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil ou à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

As dívidas vencidas até 30 de novembro de 2008, inclusive as oriundas de negociações com Refis, Paes e Paex ou previdência, poderão ser parceladas em até 180 meses. Quem optar pelo pagamento ou parcelamento poderá liquidar seus débitos com até 100% de redução da multa e 45% de juros. O prazo para adesão encerra no último dia útil de novembro de 2009.

Poderão ser parcelados os débitos de pessoas jurídicas decorrentes do aproveitamento indevido de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) oriundos da aquisição de matérias-primas, material de embalagem e produtos intermediários relacionados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto 6.006/2006, com incidência de alíquota zero ou como não-tributados.

O parcelamento aplica-se também aos créditos constituídos ou não, inscritos ou não em Dívida Ativa da União, mesmo em fase de execução fiscal já ajuizada, inclusive os que foram indevidamente aproveitados na apuração do IP.

Ainda poderão ser parcelados os débitos de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) das sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente regulamentada. O valor a ser utilizado será determinado mediante a aplicação sobre o montante do prejuízo fiscal e da base de cálculo negativa das alíquotas de 25% e 9%, respectivamente.

22 de outubro de 2009

Você vende ou doa seus produtos e serviços?

Arquivado em: Artigos — Tags:, , ,

Produtos podem ser experimentados antes de serem adquiridos, já nos serviços compramos apenas uma promessa de desempenho ou performance futura, que somente poderá ser avaliada por ocasião da efetiva prestação dos serviços.

Essa é a razão porque os serviços para serem comercializados dependem tanto da credibilidade de seus ofertantes, e não raras vezes, da indicação de outras pessoas, conhecidas popularmente como QI – “Quem Indica”. Normalmente têm sucesso na comercialização, produtos ou serviços que são as únicas opções dentro de seus gêneros, algo raro hoje em dia, ou que contam com clientes que voltam sempre e ainda recomendam para sua rede de relacionamentos.

Mas da parte dos prestadores de serviços, como proceder para qualificar clientes? É sabido que o dinheiro é escasso e que a cada dia os consumidores estão mais escolados nas artes e técnicas de comprar, buscando o máximo de retorno em seus investimentos. Isso é uma postura incontestável, racional e legítima.

Preços baixos significam frequentemente prejuízos para quem vende e até mesmo para quem compra. Preços bons significam preços justos e adequados, que possibilitam a satisfação de todas as partes envolvidas na transação. Uma empresa é saudável financeiramente se seus preços recuperam os custos com uma adequada margem de lucro.

Já no mercado existem clientes de todos os matizes. Há clientes que valorizam a qualidade, variedade de opções e a prestação de serviços, e no outro extremo, os que têm como critério de escolha apenas o fator preço. Portanto, não caia na armadilha de querer se tornar famoso apenas pela prática dos menores preços.

Reduzir preços se justifica quando podemos reduzir os custos ou aumentar os volumes de produção ou vendas de forma a obter ganhos de escala e de produtividade. Por isso, todo empreendedor deve buscar ter completo domínio dos custos envolvidos em seu negócio e das corretas técnicas de formação de preços.

Vender abaixo dos custos é fazer doação, e doação se faz com os lucros do negócio e não com os prejuízos.

Informativo CDL Uberaba


Foco Empresarial 1 de fevereiro de 2012


Faça o download

SPC on-line
Confira a programação dos cursos CETECO

Parceiros


Uniodonto
Unimed Uberaba